quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Silêncio dos Domingos

Autor: Amaral, Lygia Barbiere
Editora: Para Todos

Categoria: Espiritualismo / Espiritualismo
Síndrome do pânico, obsessão, gravidez na adolescência, aborto, mal de Alzheimer e relacionamento entre pais e filhos são alguns dos ingredientes que compõem esta instigante obra. Uma trama ao mesmo tempo mágica e real, que poderia acontecer a qualquer um de nós. Aquele domingo mudou a vida de todos eles. Este livro também pode mudar a sua.

... Ela o tomou pelo braço e continuou a conduzi-lo por aquele corredor cheio de portas. ...


- Sabe, querido, todos nós carregamos muitas portas dentro de nós mesmos. Algumas guardam acontecimentos relativamente recentes, que de certa maneira nos marcaram na presente existência., como a que acabamos de abrir. Outras são mais profundas e precisam ser literalmente trancadas a sete chaves, sob o risco de nos enlouquecer com o que trazem dentro de si... Mas é preciso que tenhamos os controle sobre todas as portas. Mesmo que não as mantenhamos trancadas a chave, é necessário que permaneçam sempre fechadas. Podemos entrar quando necessário, mas não devemos jamais deixá-las encostadas ao sair. Caso contrário, qualquer vento inesperado pode fazer com que se escancarem, deixando vir à tona conteúdos que podem comprometer seriamente o nosso dia-a-dia...


Eles pararam diante de uma escada escura e retorcida, que parecia conduzir a andares inferiores, onde muitas portas batiam sem cessar. Vítor sentiu medo. 


- Eu não quero descer, vovó! - pediu morrendo de vontade de chorar.


Ela apertou sua mão, transmitindo-lhe força e carinho antes de responder:


- Às vezes, no entanto, querido, é preciso descer às profundezas de nós mesmos para descobrir a razão de certos comportamentos que carregamos na nossa essência, comportamentos esses que podem mesmo pôr a perder todo o compromisso de mudança que assumimos, quando decidimos iniciar novo capítulo na nossa trajetória evolutiva... Só indo até lá embaixo - ela apontou para a escada escura - podemos descobrir exatamente onde comprometemos a nossa liberdade de ser felizes na presente existência, onde se encontra a porta aberta que necessita ser fechada.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Carta










Autor: Nancy Puhlman Di Girolamo
Editora: Mundo Maior
É uma obra de vida, unimos dois livros em um "O Castelo das Aves Feridas" e "Aves Feridas na Terra Voam". Ambos expressam a mesma mensagem, o sentimento de gratidão aos espíritos destemidos que escolheram ou aceitaram as reencarnações difíceis, por amor a si próprio, portanto, preparados para o amor ao próximo. Esse livro conta à história de uma criança portadora de deficiência mental.
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Eu sou uma criança excepcional. Visivelmente não me apresento igual às outras da minha idade. Minha expressão facial, bem observada, fala de minhas dificuldades. Meus olhos não se fixam facilmente nos objetos. Meus movimentos são lerdos ou agitados, descoordenados e deselegantes. Quando vocês falam depressa ou usam expressões menos simples, eu não consigo acompanhá-los e fico confusa. Se tento me expandir, dizer o que sinto e o que quero, geralmente não encontro as palavras, ou as pronuncio de forma que os deixo impacientes.



Contudo me sensibilizam seus carinhos e atenções. Comunicamo-nos através do amor.


Necessito do amor de vocês, do convívio, da presença de vocês, talvez mais do que as outras crianças.


Notem bem. Do amor e não da piedade.


Por favor, sem nenhuma gota de orgulho, repito-lhes: - Não quero a piedade porque ela apequena ainda mais a vocês do que a mim. A piedade é um disfarce de revolta para com a lei de nosso Pai.


Convençam-se: eu quis nascer uma criança excepcional. Quis porque precisava muito dessa experiência. Meu espírito foi consultado e aceitou a situação como quem recebe uma flor do céu, a flor da redenção.


Vocês se esqueceram, mas eu venho lembrar-lhes: - Também foram escolhidos e consultados por motivos bem definidos. Vocês aceitaram participar dessa prova, pois precisavam dela tanto quanto eu.
Não me rejeitem, enviando-me para um internato, sob o pretexto de que ficarei mais bem cuidada. Se fizerem isso, nosso plano de renovação conjunta cairá por terra.


Vocês não perceberam que eu e todos os meus irmãos excepcionais também temos que desempenhar uma tarefa específica em favor da cultura, da ciência e da tecnologia humanas?


Não observam como os povos, os governos, os religiosos, os tecnólogos estão interessados em estudar e resolver esse "problema" da excepcionalidade?


Já refletiram que a nossa presença nas ruas, nas escolas, nos parques, nas oficinas, vem ajudar os homens a valorizar suas possibilidades livres e abrir novos rumos às noções de variabilidade e até mesmo de responsabilidade?


Notaram como falam de nós, atualmente, até com simpatia?


Tudo isso porque, em vez de nos isolarem, pais corajosos nos mostraram aos laboratórios, nos integraram como seres humanos nos seus grupos de convivência e pressionaram as inteligências dos estudiosos para atender à nossa crescente população.


Não fiquem tristes com minha exígua aparência. Nem pensem que não posso aprender, que vivo vegetando ou sofrendo. Nada disso! Creio mesmo que eu esteja aproveitando, mais do que vocês, desta existência. ...


... Suplico-lhes: Não façam por mim o que eu posso aprender a fazer sozinha.


Enquanto eu treino minhas poucas capacidades físicas, treinem vocês a paciência para me ajudar a participar. ...


... Deus não me deixaria reencarnar para essa experiência difícil, sem uma grande assistência dos anjos de luz. Frequentemente até os vejo, converso com eles e sorrio feliz. (Vocês pensam que estou falando sozinha ou rindo à toa). ...


... Ser excepecional não é ser doente. É ser diferente, entenderam? Diferente dos padrões considerados percentualmente normais....


Nota: Dedico esta postagem à querida Marilena Pessoa (na foto com seu "anjo") e ao querido China, meu amigo de tantos anos que é portador de paralisia cerebral e já me mostrou diversas vezes onde estão a minha mãe e a dele e usa a expressão IGU pra perguntar sobre meu filho, que ele conhece e adora desde pequeno. Meu amor eterno!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Você se considera um fracassado?


Imagino Que Você Queira Ser Feliz - Memórias de Um Anjo Guardião
Pelo Espírito de Caio Mário
Editora Alvorada Nova
Sinopse: Caio Mário, o mesmo autor de Minha Vida em Gestação, sob a orientação de Cairbar Schutel, ressalta a interação entre os dois planos da vida, sob o ponto de vista de um Anjo Guardião em relação ao seu tutelado. Conduz-nos a conhecer melhor o trabalho desse espírito protetor para dar-lhe o devido valor, aproveitando de forma voluntária e consciente sua ajuda e seus conselhos.
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- ... Sou um fracasso mesmo. Ou não? Diga-me que não.

- "Fracasso" é algo muito relativo. Façamos o contrário - definamos o que é "sucesso".

- Sucesso é ter vencido na vida, ter uma boa posição econômica, uma família estruturada, bons amigos... É isso.

- Simples assim?

- E não?

- Este é o presunçoso sucesso material, aquele que alguns, como você, juçgam essencial à vida, mas não é. Ter amigos e uma família estruturada somente são conseguidos se você tiver bom caráter e personalidade firme, calcando sua existência em atos cristãos. Sem isso, será somente uma ilusão a mais. Por outro lado, sucesso, meu amigo, é estar construindo uma bagagem espiritual de conquistas e créditos obtidos nas boas atitudes. Ao desencarnar, você não leva consigo bens materiais, mas tão-somente o que restou no seu saldo espiritual. Por isso, sucesso é triunfar na senda evolutiva, abandonando vícios e rompendo nefandas barreiras anticristãs. 

- E o fracasso? Ainda assim sou eu.

- Fracasso é parar de lutar. É dizer por antecipação que desistiu de lutar. Fracassar é encerrar o jogo da vida antes da morte. Isso é fracasso.
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Nota: Esta é mais uma das trocentas vezes que leio este livro e cada vez que leio aprendo uma coisa nova e me é útil em minha vida. É um dos meus livros preferidos e aconselho a todos que o tenham em sua "estante". E espero que lhes seja útil assim como tem sido para mim.

Beijos
Mel 

domingo, 6 de março de 2011

Memórias de um Suicida

Médium: Yvonne A. Pereira

Espírito: Camilo Castelo Branco

Páginas: 688

Sinopse: 
Neste livro, o autor Espiritual – Camilo Castelo Branco, sob a orientação do Espírito Léon Denis – descreve a sua dolorosa experiência no plano espiritual após a desencarnação resultante de suicídio, transmitindo valiosos ensinamentos, especialmente aos que se deixam avassalar pela idéia de pôr termo à existência física. Evidencia a grandeza da misericórdia divina em favor de Espíritos de suicidas arrependidos, proporcionando-lhes a oportunidade do conhecimento do Universo e da Vida na sua integral dimensão, por meio de cursos proporcionados pela Espiritualidade Superior em que são estudados a Gênese planetária, a evolução do Ser, a imortalidade da alma, a Moral Cristã, dentre outros temas relevantes para a compreensão de que “– Nenhuma tentativa para o reerguimento moral será eficiente se continuarmos presos à ignorância de nós mesmos.” Recomenda-se não interromper a leitura após o impacto inicial provocado pela descrição das dramáticas cenas expostas, pois o livro também demonstra que há sempre um caminho de retorno, de reconstrução, para os faltosos arrependidos. Há sempre a Esperança, porquanto a reabilitação é sempre possível.

Capítulo II
Os réprobos

Em geral aqueles que se arrojam ao suicídio, para sempre esperam livrar-se de dissabores julgados insuportáveis, de sofrimentos e problemas considerados insolúveis pela tibiez da vontade deseducada, que se acovarda em presença, muitas vezes, da vergonha do descrédito ou da desonra, dos remorsos deprimentes postos a enxovalharem a consciência, conseqüências de ações praticadas à revelia das leis do Bem e da Justiça.....

....As primeiras horas que se seguiram ao gesto brutal de que usei, para comigo mesmo, passaram-se sem que verdadeiramente eu pudesse dar acordo de mim. Meu Espírito, rudemente violentado, como que desmaiara, sofrendo ignóbil colapso......

....Pouco a pouco, senti ressuscitando das sombras confusas em que mergulhei meu pobre Espírito, após a queda do corpo físico, o atributo máximo que a Paternidade Divina impôs sobre aqueles que, no decorrer dos milênios, deverão refletir Sua imagem e semelhança; - a Consciência! a Memória! o divino dom de pensar!

Senti-me enregelar de frio. Tiritava! .....

....Odores fétidos e nauseabundos, todavia, revoltavam-me brutalmente o olfato. Dor aguda, violenta, enlouquecedora, arremeteu-se instantaneamente sobre meu corpo por inteiro, localizando-se particularmente no cérebro e iniciando-se no aparelho auditivo.
Presa de convulsões indescritíveis de dor física, levei a destra ao ouvido direito: - o sangue corria do orifício causado pelo projétil da arma de fogo de que me servira para o suicídio e manchou-me as mãos, as vestes, o corpo... Eu nada enxergava, porém.
Convém recordar que meu suicídio derivou-se da revolta por me encontrar cego, expiação que considerei superior às minhas forças. Injusta punição da natureza aos meus olhos necessitados de ver, para que me fosse dado obter, pelo trabalho, a subsistência honrada e ativa.

Sentia-me, pois, ainda cego; e, para cúmulo do meu estado de desorientação, encontrava-me ferido. Tão somente ferido e não morto! Porque a vida continuava em mim como antes do suicídio!.....

....O mais surpreendente silêncio continuou enervando-me. Indaguei mal-humorado por enfermeiros, por médicos que possivelmente me atenderiam, dado que me não encontrasse em minha residência e sim retido em algum hospital; por serviçais, criados, fosse quem fosse, que me obsequiar pudessem, abrindo as janelas do aposento onde me supunha recolhido, a fim de que correntes de ar purificado me reconfortassem os pulmões; que me favorecessem coberturas quentes, acendessem a lareira para amenizar a gelidez que me entorpecia os membros, providenciando bálsamo às dores que me supliciavam o organismo, e alimento, e água, porque eu tinha fome e tinha sede!....

....Após esforços desesperados, levantei-me. Meu corpo enregelado, os músculos retesados por entorpecimento geral, dificultavam-me sobremodo o intento. Todavia, levantei-me. Ao fazê-lo, porém, cheiro penetrante de sangue e vísceras putrefatos reacendeu em torno, repugnando-me até às náuseas. Partia do local exato em que eu estivera dormindo. Não compreendia como poderia cheirar tão desagradavelmente o leito onde me achava. Para mim seria o mesmo que me acolhia todas as noites! E, no entanto, que de odores fétidos me surpreendiam agora! Atribui o fato ao ferimento que fizera na intenção de matar-me, a
fim de explicar-me de algum modo a estranha aflição, ao sangue que corria, manchando-me as vestes. Realmente! Eu me encontrava empastado de peçonha, como um lodo asqueroso que dessorasse de meu próprio corpo, empapando incomodativamente a indumentária que usava, pois, com surpresa, surpreendi-me trajando cerimoniosamente, não obstante retido num leito de dor. Mas, ao mesmo tempo que assim me apresentava satisfações, confundia-me na interrogação de como poderia assim ser, visto não ser
cabível que um simples ferimento, mesmo a quantidade de sangue espargido, pudesse tresandar a tanta podridão, sem que meus amigos e enfermeiros deixassem de providenciar a devida higienização.
 
Inquieto, tateei na escuridão com o intuito de encontrar a porta de saída que me era habitual, já que todos me abandonavam em hora tão critica. Tropecei, porém, em dado momento, num montão de destroços e, instintivamente, curvei-me para o chão, a examinar o que assim me interceptava os passos. Então, repentinamente, a loucura irremediável apoderou-se de minhas faculdades e entrei a gritar e uivar qual demônio enfurecido, respondendo na mesma dramática tonalidade à macabra sinfonia cujo coro de vozes não cessava de perseguir minha audição, em intermitências de angustiante expectativa.
 
O montão de escombros era nada menos do que a terra de uma cova recentemente fechada!
 
Não sei como, estando cego, pude entrever, em meio as sombras que me rodeavam, o que existia em torno!

Eu me encontrava num cemitério!.....

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Nota: Ninguém tem o direito de tentar impedir a ordem natural da vida. 
Aconselho a leitura do livro juntamente com a obra Lições de Um Suicida de Abel Sidney para possíveis esclarecimentos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

As Sete Palavras Mágicas de Um Bom Viver


As Sete Palavras Mágicas de Um Bom Viver
Autor: Orlei Figueiredo Caldas ditado por Lázaro Redivivo
109 páginas

Livro não disponível para venda - recebido carinhosamente do autor com a seguinte dedicatória:
"À minha amiga Mel com carinho e com votosde paz, amor, alegrias sempre renovadas!"

Sinopse: "A presente obra representa uma busca pelo conhecimento do valor das palavras que tantas vezes são proferidas, sem que, se observam as suas características, tão importantes e tão significativas em nosso viver diário.
A Sete Palavras Mágicas de Um Bom Viver nos trazem um bem elaborado trabalho no sentido de nos provocarem uma profunda reflexão.
Todos queremos ser felizes!
Existe um caminho seguro, que nos leva a felicidade?
A felicidade é um dom especial, acessível apenas para alguns?
Aqui neste livro, propomos uma resposta positiva e perfeitamente exequível, onde cada um de nós, individualmente, possamos nos tornar o próprio agente de todas as mudanças que se fizerem necessárias em nossas vidas, para desta maneira alcançarmos a realização pessoal, a saúde perfeita, o amor, a paz, a prosperidade e assim a felicidade!"

Capítulo III - Confiança

... "Uma pequena estoria, nos conta que havia um mundo, onde os objetos, também pensavam e podiam falar. Assim sendo, havia um relógio de parede, onde os personagens pensantes e falantes eram os ponteiros, das horas, dos minutos e dos segundos; os três cumpriam fielmente suas obrigações.
O mais velho, o mestre, percorria o seu caminho metodicamente, sua aparente lentidão era o tempo exato de que necessitava para se deslocar em um pequeno espaço dividido em cinco escalas para marcar uma nova hora. O do meio, mais rápido que o andar do mestre, percorria um espaço de sessenta escalas no mostrador, para marcar a cada nova volta completa, sincronizado com o tempo do mestre, a mesma hora. Já o mais fininho, magrinho, era muito veloz! 

Corria apressado, enquanto o do meio percorria o pequeno espaço de uma escala para marcar um minuto, ele tinha de percorrer sessenta escalas para marcar exatamente o mesmo minuto.
Os três se entendiam muito bem, cada um cumpria sua função, que no conjunto se tornara harmoniosa e extremamente útil ao criador do relógio, que sempre comentava: - ô, ô, ô! Relógio bom, tá sempre certinho, horas, minutos e segundos.
Um certo dia porém, o ponteiro do meio, o dos minutos, começou a atrasar, foi diminuindo seu ritmoe de tempos em tempos parava. Tal fato gerou um grande e desconfortável alvoroço!
O ponteiro das horas, o Mestre, apesar de sua experiência, não entendia o porquê do atraso do fiel companheiro.. Com uma voz um tanto grave e severa, porém carregada de ternura, falou: - meu amigo, meu irmão de jornada, se continuares assim, o criador de nosso instrumento de trabalho vai ficar magoado conosco, logo ele que sempre nos elogiou e incentivou, assim não dá! Eu que sempre confiei tanto em ti! Estás doente ou desanimado, queres desistir do teu trabalho, da missão que, com tanto entusiasmo, prometestes solenemente cumprir?
O ponteiro dos minutos, um tanto sem jeito se desculpou, assumindo a sua falha dizendo: - Olha mestre, eu não sei o que está acontecendo, mas o fato é que não consigo fazer a escalada ascendente, justamente aquela que, quando completo quarenta escalas e tento subir em direção dos sessenta minutos que completariam uma hora, empaco e às vezes não consigo sair do lugar.
O ponteiro dos segundos passou por eles apressado e disse rapidamente: - Por favor, mestre! Confio em você e no meu irmão mais velho! Encontrem uma solução porque se eu parar também, aí perdemos nosso trabalho, até agora tão equilibrado, tão justo e perfeito!
O ponteiro das horas, fazendo jus ao título de mestre, pensou, pensou e, resoluto disse aos irmãos ponteiros dos minutos e dos segundos: - Já sei! Encontrei a solução! A bateria do relógio está boa, do contrário, estaríamos os três parados. Sentindo a tua preocupação, caro irmão companheiro dos minutos, e o teu esforçado desejo dem continuar teu trabalho, confio em ti e em tua sinceridade! 

Tenho a certeza de que se existe um problema, ele está além do nosso conhecimento e da nossa vontade. Vou buscar o auxílio de quem criou o nosso instrumento de trabalho, explicando a ele o que está acontecendo e, como sei que é justo e aprecia nosso labor sempre ininterrupto, com certeza encontrará a perfeita solução do problema.
O criador do relógio entendeu de pronto a situação.
Ficou feliz que tivessem a ele recvorrido, pois amava aqueles ir,ãos, unidos por um tríplice trabalho que, em conjunto, harmoniosamente, cumpriam zelosos.
Tirou o relógio da parede.
Imediatamente o ponteiro dos minutos começou novamente a funcionar. Um pequeno fragmento havia caído entre o eixo e o ponteiro dos minutos, impedindo seu avanço. Retirou aquele tão pequeno obstáculo com um simples sopro. Não houve necessidade de usar qualquer instrumento para solucionar o problema que os três não conseguiram resolver!
Pronto! Tudo estava resolvido! Os três irmãos voltaram novamente ao trabalho, contentes e satisfeitos!...
... Esta pequena estória nos mostra o valor do diálogo e da confiança mútua estendida até o Ser Superior onde o amor ao trabalho, o respeito hier´rquico, sempre promoverá e elevará aqueles que assim procedem....
Quando o nosso trabalho é bem feito, sempre acaba sendo reconhecido pelos nossos irmãos de jornada e se em nosso caminho, em algum momento tivermos alguma dificuldade, os verdadeiros amigos, irmãos, estarão conosco! Os que realmente confiam em nós, não nos abandonarão, pois somos parte de suas vidas!
Aquele que do Alto nos observa feliz pelo mérito do fiel cumprimento de nossos deveres, nos contempla, pronto a vir em nosso auxílio, sempre que O chamarmos!...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Imagino Que Você Queira Ser Feliz

Imagino Que Você Queira Ser Feliz - Memórias de Um Anjo Guardião
Pelo Espírito de Caio Mário
Editora Alvorada Nova
Sinopse: Caio Mário, o mesmo autor de Minha Vida em Gestação, sob a orientação de Cairbar Schutel, ressalta a interação entre os dois planos da vida, sob o ponto de vista de um Anjo Guardião em relação ao seu tutelado. Conduz-nos a conhecer melhor o trabalho desse espírito protetor para dar-lhe o devido valor, aproveitando de forma voluntária e consciente sua ajuda e seus conselhos.
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... Por vezes, os encarnados preferem olvidar a nossa existência, escolhem explicações chamadas "racionais" para as intuições que recebem e terminam banalizando a função dos guardiães. No princípio, quando orientados na colônia a ser pacientes com nossos pupilos, achei que havia muito rigor nessa instrução, afinal, se éramos seus protetores seria natural que não partilhássemos das mesmas ansiedades e emoções dos encarnados.Outro ledo engano. Jeremias me serviu de exemplo e, agora, quando estou em vias de assumir a mesma posição, retornando à Crosta para dar assistência a um Espírito que está prestes a reencarnar, tenho noção diferente. Com certeza, ao longo de minha exposição, vocês irão perceber o que quero dizer com isso. ...
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Nota pessoal: Este é um dos livros mais simples e lindos que tive o imenso prazer de ler. De linguagem extremamente fácil, começamos o livro com a fecundação e a acompanhação de seu anjo guardião, que recebe esta missão sem saber quem foi este espírito em encarnações anteriores. E durante toda a vida do encarnado, seu anjo guardião está a seu lado, tentando passar-lhe pensamentos positivos e afastar-lhe dos possíveis obsessores. A história se desenrola até o desencarne de forma que nos posicionamos como o Anjo Guardião, com suas dúvidas, incertezas e imaginamos aquela velha cena que era contada por nossas mães e avós de que existe um anjinho bom e um ruim na nossa cabeça. Vale a pena ler e reler!

domingo, 1 de agosto de 2010

O Mundo Que Eu Encontrei

Pelo Espírito Luiz Sérgio, psicografado por Alayde de Assunção e Silva e Lucia Maria Secron Pinto
Sinopse: Este é o primeiro livro de Luiz Sérgio e relata, em síntese, suas experiências iniciais após haver deixado o corpo físico, aos 23 anos idade. Descreve suas impressões de forma simples, espontânea e despretensiosa, mantendo em clima de seriedade, por vezes comovente, uma franca jovialidade que alegra o leitor. É uma leitura amena, que conduz agradavelmente à revelação do que não mais constitui um mistério, mas, quando muito, para alguns, uma dúvida, isto é, induz o leitor a aceitar a continuação da vida em algum lugar do vasto Universo.

Em Serviço Desencarnatório
... Estive ajudando o desencarne de uma pessoa que conheci e que ainda estava passando por uma prova....

Já fazia alguns meses que sabia da próxima vinda dessa criatura para o espaço. ... deram-me a oportunidade de acompanhar o desencarne.

A doença que vitimava o irmão prendia-se a motivos cármicos e constituía uma sagrada oportunidade de resgate. O sofrimento que essa doença acarreta depura o espírito e deixa perceber a extensão de certos vícios sedimentados em suas diversas fases evolutivas, bem como os sentimentos de ira, de vingança e outras inclinações más que ainda possuímos. ...

A pessoa de quem eu falo precisou ficar no corpo até que "chegasse a hora", como dizem. Há uma forte razão para assim acontecer. Nenhum irmão que o assistia pretendeu aliviar seu sofrimento antecipando sua saída do corpo. ... Havia sempre um irmão perto dele como se fosse enfermeiro. Cuidavam muito de seu equilíbrio mental.

... Quis saber porque não retiravam logo o irmão, já que não seria possível reconstituir-lhe o físico. O médico, pacientemente, explicou que nada deve ser feito antes do momento próprio. Se o espírito for retirado sem o devido preparo, pode acontecer que leve grande cargadoentia, o que iria dificultar sua convalescença no espaço.; que seria bem melhor para ele sofrer um pouco mais no corpo, para gozar melhor e mais brevemente a libertação. ...

Os espíritos que se dedicam à asistência aos desencarnantes têm grande prática e sabem ver o momento exato do desprendimento. É o que se dá ao colhermos um fruto; ao sabermos quando ele está maduro. Assim acontece. Quando se aproxima a hora de ser retirado, o Espírito é avisado de que em breve deixará de sofrer. Ministram-lhe passes que lhe transmitem forças e muitos conseguem até apresentar melhoras, enganando os familiares que os rodeiam, fazendo decrescer a tensão emocional entre eles. É a coragem de que reforça o Espírito para o desligamento final. Esse desligamento é interessante de ser observado. Como ainda sou aluno e quase nada aprendi, não sei explicar de maneira mais clara ou científica como se dá o fenômeno.

No caso que estou relatando, foi feito ao Espírito um chamamento, de modo a fazer com que voltasse para o plano espiritual, e se manteve com ele uma conversa telepática. Não sei o que lhe disseram. Não captei. O irmão já estava cansado de sofrer e depois qe entendeu a mensagem mostrou interesse em verificar quem estava presente. Conheceu um de nós e enviou pensamentos de afetividade , o que fez com que os irmãos que o observavam esboçassem um gesto de quiescência e continuassem o trabalho. Com grande calma e aparentando saber tudo o que faziam, continuaram apresentando imagens belas ao irmão, de acordo com suas possibilidades de apreensão e entendimento. 

Assim, viu-se uma luz radiosa que envolveu a todos e sons maravilhosos que vinham não sei de onde. Até perfume espalhou-se em volta. O alvo de todo este aparato era o irmão desencarnante. Logo, formas vaporosas tornaram-se visíveis para nós mas o irmão não as percebeu.

Muito vagarosamente, foi sendo chamado o Espírito para fora do corpo. Aos poucos foi desprendendo-se, como sai um inseto de sua casca, porém não havia abertura na casca (corpo). Saía por todos os poros, segundo parecia. 

O desligamento final aconteceu mais rápido. De repente, após um de nós ter-lhe estendido as mãos, ele se sentiu atraído e "largou" o corpo, que to,bou. Não se deu conta do momento exato e final de seu desencarne, pois riu de satisfação ao nos abraçar e logo caiu na sonolência, que dizem ser natural. Foi levado para as câmaras de repouso para ser cuidado até se recuperar....

... Cada pessoa enfrenta a "morte" de maneira diferente. Porém, as fases são quase as mesmas para todos. Segundo nosso mentor, há os que são apressados, impacientes, que querem livrar-se logo do sofrimento físico e acabam carregando consigo muita mácula para expurgar depois. Há os que são por demais agarrados ao plano físico e tentam lubridiar os encarregados da operação , para permanecerem mais algum tempo no corpo; estes têm sofrimento mais longo e também saem desiludidos, sem esperança e realmente cansados. Como se retiram com revolta, porque desejam ficar, então sofrem duplamente. Há os que são expelidos do corpo porque este, de repente, deixou de ter condições de servi-los, como aconteceu comigo, que não me apercebi, naquele momento, que havia desencarnado. Ainda não estudei bem o meu caso. ...
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Nota: Esta parte do livro me fez reviver o desencarne de minha mãezinha, que passou 16 dias no CTI acometida de púrpura em julho de 2008. Tomara Deus ela tenha sido acalentada por bons Espíritos e possa ter feito uma passagem suave, inversamente proporcional ao tempo que passou de cama (5 anos).
Mel