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terça-feira, 27 de abril de 2010

Nascer é que é o problema, e não o morrer.



Nossos Filhos São Espíritos
De Hermino C. Miranda
Editora - LACHÀTRE

Hoje eu terminei de ler este livro e aconselho a todos, espíritas ou não, a apreciarem a inteligência com que o autor conduz a "conversa" entre o leitor e ele, de forma a prender nossa atenção e fazer com que nossa cabeça se envolva em um turbilhão de emoções e pensamentos acerca do que é exposto em cada capítulo.

Capítulo 7
"...nascer ainda constitui, para a maioria, uma espécie de provação, mais um dever do que um prazer. Morrer, ao contrário, é um processo de libertação, quanto ao confinamento na carne."

Capítulo 27
"... Morrer não é tragédia alguma e quase sempre - se o procedimento da pessoa foi satisfatório, mesmo dentro de suas óbvias limitações - é um momento de libertação e de reencontro com inesquecíveis amores. Nascer é que é problemático, porque trazemos programas e tarefas, obrigações e compromissos que nem sempre conseguimos cumprir de maneira adequada, quando não os agravamos com novos erros." 

terça-feira, 30 de março de 2010

Nossos Filhos São Espíritos

De Hermino C. Miranda
Editora - LACHÀTRE

Sinopse:
"Nossos filhos são espíritos" mostra que, além do corpinho frágil com que iniciamos nossas vidas, existe um espírito imortal, dotado de personalidade, maturidade e tendências que podem ser modificadas através da educação e dedicação dos pais. Leia e descubra como entender seu filho melhor."

... O aborto resulta sempre de grave erro de avaliação. A pessoa que o provoca, ou eja, a mulher grávida, por sua própria iniciativa, o parceiro masculino que exerceu sua pressão direta ou indireta, o médico ou a curiosa que o pratica, todos se envolvem nas responsabilidades do crime, cometido, aliás, contra uma pessoa que não tem, sequer, como defender-se, ou, pelo menos, fugir - ela é sumariamente destroçada. Não que deixe de existir, como ser imortal que é, mas tem cancelada sua oportunidade de uma nova existência, para a qual certamente tem um programa a cumprir. ...

... São muitos, por outro lado, os que não acreditam mesmo nessa história de alma, espírito, sobrevivência ou renascimento e, por isso, nem estão preocupados com o que possa acontecer. Para eles, a morte - do feto ou do adulto - é acidente inevitável que encerra, para sempre, a atividade do ser humano, que mergulharia no poço escuro e sem fundo do não-ser.

A realidade é bem outra. A cada feto rejeitado ou bebê estrangulado corresponse um espírito vivo, consciente, sobrevivente, imortal. Muitas vezes, o corpinho em formação não tem mais do que umas poucas centenas de grama de peso e logo é esquecido, depois de ter sido arrancado ou expulso do organismo materno, mas o espírito que se preparava para utilizar-se daquele corpo continua vivo e consciente, em alguma dimensão das muitas realidades invisíveis que nos cercam por toda parte. Ele estará lá, à espera daqueles que lhe negaram a sagrada oportunidade da vida, senão com uma atitude agressiva e ameaçadora, pelo menos com o perplexo olhar e o dramático silêncio da censura ou da mágoa....