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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ternura Maternal


De Richard Simonetti
CEAC Editora

Sinopse:
"
A pouca familiaridade com o assunto, faz as pessoas temerem os Espíritos, sem atentarem à sua própria condição de seres espirituais encarnados.
Tratando da origem e destinação dos Espíritos, com os temas que lhes são decorrentes, o autor contribui para a superação desse atávico temor.
Fiel à orientação contida em “O Livro dos Espíritos”, discorre sobre os objetivos da jornada da jornada humana, ressaltando as oportunidades de edificação que ela oferece.
"

... Após o casamento a inexperiente dona-de-casa terá em sua mãezinha uma carinhosa instrutora, orientando-a na organização do lar, nos cuidados da casa... 

Quando vier o primeiro filho ela será presença benfazeja, socorrendo-a em sua insegurança diante do pequenino indefeso, num estágio de total dependência.

- Ah! Se não fosse a mamãe! - suspira - eu estaria perdida!
Assim será sempre. Aquele anjo tutelar achará tempo e disposição para estar a seu lado nos momentos difíceis, nos problemas do dia-a-dia...

Chegará o tempo amargo em que, pela ordem natural, a genitora partirá para a Espiritualidade. Mas ficará o vínculo indelével. A filha valorizará, mais do que nunca, aquela presença amiga, aquela dedicação extremada, de que nem sempre se dera conta.

E quando soar a sua hora, quem gostaria de ver? Com quem gostaria de contar? Que presença lhe infundiria maior segurança? 
A mãezinha, sem dúvida.

Esta a realidade consoladora desvelada pela Doutrina Espírita e demonstrada na psicografia de Chico Xavier: mães que recebem seus filhos. ...

... É pelo mesmo Chico que o Espírito Carlos Dias Fernandes nos fala dessa consoladora presença, em "Ternura Maternal", poesia contida no livro "Antologia dos Imortais", da Federação Espírita Brasileira:
I

As paredes da casa em vão procuro,
Quero dizer adeus e não consigo...
Vejo apenas o vulto amargo e amigo
Da morte que me estende o manto escuro.

Choro a estirar-me, trêmulo e inseguro,
O leito ensaia a pedra do jazigo...
Padeço, clamo, indago a sós comigo,
Qual pássaro que tomba contra um muro.

A névoa espessa enreda o corpo langue,
É o terrível crepúsculo de sangue
Que me tinge de sombra os olhos baços;
Mas surge alguém, no caos que me entontece,

É minha mãe, que alonga as mãos em prece,
Doce estrela brilhando nos meus braços!...

II
Ave que torna, em chaga, ao brando ninho,
Ouço divina música na sala.
É a sua voz que me embala,
Motes do lar que tornam de mansinho.

Ergo-me agora... O corpo é o pelourinho
De que me desvencilho por beijá-la...
"Mãe! Minha Mãe!..." - suspiro, erguendo a fala,
A soluçar de júbilo e carinho.

- "Dorme, filho querido! Dorme e sonha!..."
Nossa velha canção tenra e risonha
Regressa com beleza indefinida...

Tomo-lhe os braços em que me acrisolo
E durmo novamente no seu colo
Para acordar no berço de outra vida.


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Deixo aqui este trecho lindo como minha carinhosa homenagem a todas as mãezinhas (encarnadas e desencarnadas) pelo Dia das Mães que se aproxima!
Te amo, mãezinha, e para sempre vou te amar!
Mel

sexta-feira, 5 de março de 2010

Apenas por Hoje


Apenas por hoje
De Márcio Fiorillo / Espírito: Madalena
Editora - LUMEN

Sinopse:
A vida parecia sem graça para Bruno e André, dois adolescentes de classe média que foram criados juntos. Ambos cursavam o terceiro ano do colegial, hoje ensino médio, quando se envolveram com um grupo de garotos da escola para irem a um show de rock'n roll. O que eles não podiam imaginar é que se envolveriam com o mundo das drogas, sendo influenciados por espíritos ignorantes que faziam de tudo para levarem os garotos aos vícios. Mas a vida é sábia e, no momento oportuno, deixou Guilherme, um abnegado espírito que trabalha no plano espiritual em um hospital para dependentes químicos, ajudar os garotos a se livrarem da influência desses espíritos. Em uma estória paralela, mas que se cruza, temos Elza, mãe de André, que é enfermeira em um grande hospital público. Ela, por sua vez, ajuda a socorrer, todos os dias, garotos que chegam ao hospital com overdose devido ao alto consumo de drogas e bebidas alcoólicas.

 ... - E você poderia me explicar o que é uma sessão de desobsessão?

- Pode deixar que eu explico - interferiu André, que, ao ver a mãe com um olhar indagador prosseguiu. - Pelo que já aprendi, quando eu me envolvi com as drogas, havia espíritos ao meu lado, em sua maioria, viciados em drogas. Percebendo a minha tendência a ser dependente químico, me envolveram e sugeriram que eu passasse a me drogar. Eu, por esta tendência, entrei na sintonia deles, abrindo um canal para que eles pudessem agir em minha vida. Então esses espíritos passaram a me seguir, ou melhor dizendo, a me obsediar. Quando eu decidi sair do mundo das drogas, esses espíritos não gostaram nada, é claro, então, ao passar pelos trabalhos de desobsessão, eles foram esclarecidos e deixaram de me perseguir. Não é isso, doutor Armínio?

- Exatamente, André. Mas não podemos nos esquecer de que esses espíritos se afastaram de você porque você mudou sua faixa vibratória, passou a mudar seus pensamentos e atitudes, e deixou de ter afinidades com eles. Falo isso porque conheço muitas pessoas que procuram centros espíritas, fazem tratamentos de desobsessão e, quando se acham livres da presença desses espíritos, voltam a agir da mesma maneira, não mudando seus pensamentos e atitudes. É lógico que com isso esses mesmos espíritos ou outros, uma vez que os primeiros optaram por mudar suas atitudes, voltam a influenciar essa pessoa. ...